Polícia resgata mulher que foi abusada e mantida em cárcere privado

Deise tinha medida protetiva contra Josemar, que não respeitou e a agrediu

Foto: DIvulgação

Uma ocorrência foi atendida no início da madrugada de sexta-feira (11), referindo-se supostamente a crimes de lesão corporal leve - dolosa; estupro; sequestro e cárcere privado; e ameaça e descumprimento de medida protetiva de urgência. A guarnição 5404 foi acionada via Central de Emergência para se deslocar ao bairro São Antônio.  

Chegando ao local, os policiais receberam informações de uma testemunha que se encontrava na rua e disse que é filha de Deise Meira dos Reis, e durante a noite estava em casa quando sua mãe chegou acompanhada de Josemar Luz dos Santos, seu ex-padrasto. A jovem percebeu que sua mãe estava lesionada e que o autor havia trancado Deise no quarto, cerceando a liberdade dela.

Segundo informações dos envolvidos, o histórico de Josemar aponta para agressividade, foi então que a filha resolveu acionar a Polícia Militar. A testemunha e parente da vítima facilitou o acesso dos policiais até o local para ajudar sua mãe.

Deise Meira dos Reis estava sendo mantida em cárcere privado e corria risco.

No interior da residência, os policiais abordaram o masculino Josemar Luz dos Santos, vulgo Máscara, e juntamente com ele estava a vítima. A policial feminina Sdo Kauling foi verificar a situação física da vítima e constatou lesões em diversas partes do corpo. Nesse momento, o policial Sdo Jovane deu voz de prisão ao agente, o qual tentou resistir, sendo algemado na sequência.

Josemar é bastante conhecido no meio policial, inclusive por ocorrências de violência doméstica.

Em conversa com a vítima, ela relatou que estava caminhando sozinha na rua, por volta das 22h, indo para sua residência quando seu ex-companheiro lhe encontrou e passou a persegui-la. Disse ainda que ele a obrigou a ir a um local ermo, passou a agredi-la com uma pedra e apertou seu pescoço no intuito de sufocá-la. Para conseguir se defender e cessar as agressões, teve que fingir desmaios. Ela ficou com lesões mais graves no dedo mínimo da mão direita e tornozelo direito, além de diversas escoriações por todo o corpo.

Segundo Deise, o ex-companheiro a ameaçava por palavras que iria matá-la. Depois das agressões ele a obrigou a levá-lo até sua residência, onde a forçou a ter relações sexuais contra a sua vontade.

O meliante obrigou Deise a tomar banho para apagar qualquer vestígio das relações, e depois de todas essas violências, ele a ameaçou para não chamar a polícia.

Foi constatado que a vítima tem medida protetiva contra o agente, dando conta que ele sempre foi agressivo e não é a primeira vez que a machuca.

Deise foi encaminhada para atendimento médico, e posteriormente, vítima, testemunha e agressor foram levados à Delegacia de Polícia Civil para os demais procedimentos cabíveis.

Diante dos fatos, foi confeccionado o presente Boletim de Ocorrência.


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