Venda e comércio de pinhão já estão liberados em Santa Catarina

No período que antecede 1º de abril as araucárias têm a possibilidade de regeneração

Foto: Joel de Oliveira Micuim/OM.

Desde o dia 1º de abril a espora e o facão serão os aliados dos agricultores da Serra Catarinense que estão subindo em pinheiros atrás do sustento da família em busca do Pinhão.

Hoje mais de duas mil famílias na região serrana vivem da extração de pinhas, cuja período de colheita e venda está antecipada no Estado já alguns anos por força da mudança da lei.

Para esta safra, a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) espera uma produção pelo menos 30% menor do que no ano passado. De acordo com o IBGE, em 18 municípios da região serrana a produção em 2019 foi de cerca de 3 mil toneladas de pinhão. A maior produtora de SC, Painel, tem pelo menos 100 famílias que sobrevivem da atividade.

Para Claudimar Vanin de Moraes que é vendedor e comprador de pinhão pela experiência de anos neste ramo afirma que vale a pena se arriscar nas escaladas atrás das cobiçadas pinhas. "Tem famílias que trabalham junto na lida e juntam o dinheiro para passar o ano. Para ficar o ano inteiro, porque outra renda não tem" explica Claudiomar Moraes.

Vale lembrar que colher pinhão antes de 1º de abril é crime. Durante o período de proibição da colheita do pinhão a Policia Militar Ambiental (PMA) realizou operações para fiscalizar e combater a colheita, transporte e comercialização da semente antes da época permitida por lei Estadual nº 15.457/2011. Foram fiscalizados supermercados e propriedades rurais. Segundo a PMA ninguém foi flagrado vendendo o pinhão.

Fotos/Texto: Joel Micuim/OM. 


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