Causos da Muié Véia

As risadas sem motivo

Por Mara Wolf

Lá no final dos anos 90 eu participava de um grupo de jovens da igreja do Bom Jesus. O nosso grupo se denominava GEBI (JOVEM BUSCANDO IDEAL). O grupo se reunia nos sábados à noite e saíamos para visitar as pessoas doentes idosos acamados, faziam as campanhas de alimentos, roupas e até material de construção. Na Habitação o nosso saudoso Seu Lima nos ajudou fazer casas para quem não tinha, marcamos uma visita na casa de um dentista famoso aqui de Lages, essa visita tinha o objetivo de reivindicar uns materiais de construção. Nós tínhamos um Frei muito querido pelo grupo o qual nos transportava com sua Rural, ele era o cabeça da visita. Para nossa surpresa quando fomos recebidos, e entramos na residência do dentista ele nos conduziu até uma sala grande para nós acomodar, neste momento o Frei começou a rir de graça, ficamos incomodados e uns com vergonha pois cada vez que o Frei se mexia ele ria. Depois ele conseguiu rir menos e todos tomamos um café. Agradecemos a hospitalidade com a qual fomos recebidos e batemos em retirada. Quando já estávamos todos na sede do grupo fomos falar com o Frei para saber o que tinha acontecido. Qual era o motivo de suas risadas. Ele levantou o sapato e nos mostrou que estavam rasgados e conforme ele se movimentava o pé entrava em contato com o tapete que era felpudo e fazia cócegas em seus pés. O grupo ficou emocionado e no outro final de semana levamos um sapato novo pra ele.

Nosso líder o seu Lima nos disse o seguinte: Que nos sirva de exemplo nem sempre quem ajuda não está precisando de nada.

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