Cineasta lageano lança filme em sua terra natal

Cultura, Marciano Corrêa
Cineasta

 

O longa-metragem apresenta as semelhanças entre duas localidades geograficamente distantes, mas muito próximas pelas tradições e costumes de seus povos

 

O olhar do cineasta Fernando Leão sobre a cultura e as particularidades dos moradores da Serra catarinense e do Sertão Potiguar, no Rio Grande do Norte, vai ser apresentado ao Brasil, no dia 9 de maio, pelo documentário “Da Serra ao Seridó - Vivências de um Brasil de Contrastes”. O longa-metragem apresenta as semelhanças entre duas localidades geograficamente distantes, mas muito próximas pelas tradições e costumes de seus povos. A pré-estreia do filme vai acontecer na terra natal do cineasta, Lages, em uma das mais belas salas de cinema do Brasil, o Cine Marrocos. A exibição será às 20h30min.

Lages fica a quase 3,5 mil quilômetros de distância de Caicó, no Rio Grande do Norte. A distância que separa as duas cidades não é empecilho para que populações com vivências tão contrastantes sejam cheia de semelhanças. Seja um tropeiro serrano e um vaqueiro do sertão, seja os artistas que pintam as paisagens de cada local, ou as benzedeiras e curandeiras, cada personagem retratado no longa-metragem “Da Serra ao Seridó - Vivências de um Brasil de Contrastes” carrega consigo parte de histórias que contribuíram para a construção cultural de suas regiões.

“Acho importante os espectadores conhecerem as vivências desses personagens através de suas memórias. Trabalho um documentário de memória, onde aquilo que a pessoa vive se torna latente através de seus gestos, formas de se expressar. É o momento de ouvir o outro e perceber o quanto nossas experiências são humanas e nossas riquezas estão contidas dentro de nós mesmos”, diz o cineasta. O ingresso já está sendo vendido no cinema: R$ 15,00 inteira e R$ 7,50 a meia-entrada.

 

 

Como foi o trabalho

As gravações do material começaram a ser feitas em 2012 e a pós-produção começou em 2013 e foi finalizada no início de 2015. O primeiro local a receber a equipe para as filmagens foi o Seridó, em fevereiro de 2012. Em julho do mesmo ano, os produtores estiveram na Serra catarinense. Após meses de trabalho, com um vasto material captado (foram 54 entrevistas efetuadas), a equipe de pós-produção enfrentou uma difícil tarefa: selecionar os melhores depoimentos e transformar as imagens brutas em um sensível filme que traduz a essência destes povos.

A ideia original do projeto era produzir um curta-metragem, mas com a quantidade de material captado, o curta virou um longa. “Conseguimos trazer para o filme pontos que retratam as semelhanças, como a arte das paisagens locais, os curandeiros e as histórias das pessoas; e o contraste, como o clima tão diferente”, analisa Fernando Leão. Das 54 entrevistas captadas, 14 entraram na montagem final do filme, que tem 90 minutos de duração. Dirigido por Fernando Leão, contou com o suporte do historiador Lourival Andrade Jr., professor na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

 

Produção

Arsego Produções

 

Coprodução

Baiuca Filmes

 

Patrocínio

Correio Lageano, Dalmolin Pneus, Disauto, Prefeitura Municipal de Lages, Fundação Cultural de Lages, Prefeitura de Cruzeta (RN), Lafi Cosméticos, Transul.

 

Apoio

Arcoplex Cinemas, Onda Sonora, Transitoriamente, UFRN - Universidade Federal do Rio Grande do Norte, CERES - Centro de Ensino Superior do Seridó.

 

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Imagens



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