Dona Cláudia de Bona Sartor : Uma vida de fé e dedicação comunitária

No ano de 1957 a família Maccari e de Bona Sartor se instalou na localidade de Marmeleiro, interior de Anita Garibaldi (SC)

Foto: Maisa Borges de Freitas

Foi na localidade de Sant'Ana, município de Urussanga (SC), que Claudia de Bona Sartor nasceu aos 14 de abril de 1933. Neta de italianos oriundos da província de Belluno (Veneto, Itália), é filha de Amadeo de Bona Sartor e Maria Antonietta Maccari, sendo as famílias Maccari e de Bona Sartor tradicionais e importantes sobrenomes na história da colonização italiana do Sul de Santa Catarina. 

Aos 09 anos de idade, devido a escassez de terras nas antigas colônias e as oportunidades que a região serrana apresentava no período, migrou com seus pais e irmãos para Bom Jardim da Serra, onde adquiriram propriedade e trabalhavam na agricultura. Na viagem subiu a Serra do Rio do Rastro ainda com estradas rústicas e perigosas, dentro de um cesto num cargueiro de mula. Ainda lembra que foram surpreendidos por intensas nevascas, demonstrando as diferenças entre a sua terra natal e o clima do alto da Serra.

No ano de 1957 a família Maccari e de Bona Sartor se instalou na localidade de Marmeleiro, interior de Anita Garibaldi (SC). Neste período a indústria da madeira estava literalmente a todo vapor, e neste ciclo econômico seu pai Amadeo - conhecido como 'Madóia' - tinha uma pensão que atendia com hospedagem e alimentação aos funcionários da Madeireira Paese. Foi também nesta época que conheceu o gaúcho Izidoro Oliveira da Silva, que, nascido em Lagoa Vermelha em 26 de março de 1924, serviu o exército em Santiago (RS) e veio para Anita Garibaldi com o amigo e empresário Laurindo Paese para os trabalhos técnicos e de manutenção na indústria da extração e beneficiamento de araucárias.

  Claudia casou-se com Izidoro no dia 07 de junho de 1958, e desta união nasceram três filhos e três filhas: Elias, João, Maria, Clemilda, Claudete e Paulo. O casal Claudia e Izidoro sempre participou da sociedade de maneira humilde mas ativa, fixando residência no Bairro Borges no início da década de 1970. Podemos citar o ano de 1987 como um marco na vida comunitária do casal, pois foi quando participaram do encontro de casais conhecido como Lareira, e a partir desta experiência intensificaram sua participação na comunidade de São José do Bairro Borges.

Dentre as diversas ocupações comunitárias que Claudia desempenhou, destacam-se as seguintes: animação dos grupos de família; apoio na construção da Capela de São José; envolvimento proativo no Conselho da Capela; ministra da eucaristia; participação nas Pastorais da Saúde e da Criança; atendimento fitoterápico a comunidade, através de sua horta com plantas medicinais; e ainda, diversas outras atuações por meio da sua reconhecida política da boa vizinhança e de bem estar social.

 Por todas estas atividades, respeitosamente a comunidade de Anita Garibaldi lhe conferiu o título de "dona" antes de seu nome. Não se diz "Dona Claudia" por suas posses, a chamam de "dona" porque reconhecem seu trabalho e empenho pelo bem de todos e todas. Antes de tudo, "Dona Claudia" é um tratamento carinhoso, que somente uma senhora de boas ações recebe daqueles que a admiram. Por vezes a chamam de "tia", querendo quiçá ter alguma ligação que extrapole o convívio social e adentre o âmbito familiar; e, falando em família, acho que por fim dona Claudia é também nossa mãe, e, por excelência, a "Mãe da Comunidade".

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