Hélio Costa defende a valorização da enfermagem e pede a manutenção das UTIs nos hospitais

Deputado catarinense quer área da saúde tendo mais atenção por parte dos governos

O deputado federal Hélio Costa fez um discurso em defesa dos profissionais da área de enfermagem no plenário da Câmara dos Deputados. O parlamentar destacou a importância do trabalho dos técnicos, auxiliares e enfermeiros durante o combate à pandemia e a necessidade de valorização da categoria.

"Graças, entre aspas, à pandemia, que passaram a dar valor aos profissionais de saúde. Hoje eles são heróis, mas antes foram marginalizados. O SUS estava abandonado, não havia aumento das UTIs. Agora houve sim, pois a COVID mostrou o real cenário. A classe está sofrendo há muitos anos."

O deputado classificou como "meritório" o projeto de lei que cria um salário base nacional aos enfermeiros, técnicos e auxiliares. "Dar um piso base à categoria é meritório mas deveria ter sido feito muito antes. Estes profissionais passam por dificuldades na atividade e estão sujeitos a infecções hospitalares. Uma elevação salarial é o mínimo que se pode fazer pelos trabalhadores".

Ainda no plenário, Hélio Costa questionou sobre o futuro das UTIs, criadas durante a pandemia. "O que vão fazer com as UTIs da COVID? Vão deixar nos depósitos do SUS ou elas vão ficar nos hospitais? Tinha pessoa que chegava na porta da cirurgia, vinha um acidentado e ela voltava pro quarto. Esse é só um exemplo de como precisamos de mais estrutura nas unidades de saúde".

Piso nacional para a categoria

O Projeto de Lei 5640/20 estabelece o piso salarial e a jornada de trabalho de enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem e parteiras. A proposta, que tramita na Câmara dos Deputados, altera a Lei 7498/86.

Pela proposta, o piso nacional dos enfermeiros seria de R$ 7.616. Ainda de acordo com o projeto, o piso dos técnicos de enfermagem deverá ser o equivalente a 70% desse valor, e dos auxiliares de enfermagem e das parteiras o equivalente a 50% do piso estabelecido para enfermeiros.

Para as quatro categorias, a jornada máxima de trabalho seria de 6 horas diárias e 30 horas semanais, podendo ser ampliada com correspondente acréscimo salarial.

Foto: Reprodução TV Câmara


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