São José do Cerrito está próximo de se tornar Capital Catarinense das Casas Subterrâneas

Projeto de Lei estadual foi aprovado e segue para sanção do governador

Foi aprovado no plenário da Assembléia Legislativa na terça-feira (24/08) o Projeto de Lei de autoria do deputado Marcius Machado (PL) que torna o município de São José do Cerrito a Capital Catarinense das Casas Subterrâneas. O Projeto segue para sanção do governador Carlos Moises da Silva (sem partido). 

As Casas Subterrâneas serviam de abrigo artificial para seus moradores, similares às casas de aldeias indígenas atuais. A diferença é que está as paredes eram formadas por solo cavado. Em São José do Cerrito, na Serra Catarinense, é um dos municípios com a maior quantidade de sítios arqueológicos e foi objeto de estudo de uma pesquisa da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos).

"A pesquisa da Unisinos mostrou que São José do Cerrito é de todo o território nacional, lugar mais especial para contar a história de muitas gerações humanas, que antecedem a colonização européia no Brasil. Uma parceria com o prefeito Dirceu da Silva e o vice-prefeito Leonardo Heinzen, a presidente da Câmara de Vereadores Leila Pinheiro, enfim todas as lideranças. Essas casas são sítios arqueológicos e muitas coisas podem ser trabalhadas, até mesmo o turismo internacional que irá gerar renda para nosso povo. Eu estou muito feliz de fazer parte da história do nosso povo", destacou o deputado Marcius, autor do Projeto. 

O estudo "As casas subterrâneas de São José do Cerrito", elaborado sob a coordenação de Pedro Ignácio Schmitz , é um trabalho realizado por uma grande equipe de arqueólogos e documenta, fartamente, a existência dos sítios arqueológicos.

A história dos índios Jê Meridionais que, durante muitos anos, viveram no território que hoje é o município de São José do Cerrito, nos campos de Lages. As ocupações mais antigas são do século 6, as mais novas do século 12 de nossa era. 

Para o prefeito Dirceu da Silva, o Dirceu dos Canózio (PSDB) e o vice - prefeito Leonardo Heizen (PSDB) este projeto caso seja sancionado pelo governador vem incrementar o trabalho que a administração vem fazendo para o fortalecimento da área de turismo cerritense. "Queremos gerar mais emprego e renda em São José do Cerrito e cremos que o viéis é pelo turismo por isso este projeto vem de encontro a nossa filosofia de adminstração" detalha o prefeito Dirceu.

Cerrito planeja monumento as Casas Subterrâneas

A um passo de ter o reconhecimento por Lei Estadual, como "Capital das Casas Subterrâneas", São José do Cerrito planeja implantar em breve, um monumento alusivo às civilizações antepassadas. O protótipo de um sítio arqueológico com duas ou três choupanas, piso rebaixado e índios em ritual ao redor, será instalado no acesso Oeste do município e representará um marco no fomento ao turismo local.

A equipe de engenharia da Amures esteve no local semana passada, à pedido do prefeito José Dirceu da Silva e do vice-prefeito Leonardo Garcia Heinzen para avaliar e elaboração do projeto. A arquiteta Elisiane Grudtner e a assessora de turismo Ana Vieira, emitiram parecer pela elaboração do projeto e a edificação deverá ser construída no entroncamento do acesso Oeste, com a BR-282.

O secretário de Educação, Cultura, Desporto e Turismo, Alcione Doniste Mota acompanhou a visita técnica. Assim que o projeto estiver pronto, será iniciada uma mobilização pela busca de recursos. O valor do monumento, ainda não tem cálculo finalizado e dependerá do projeto da equipe da Amures.

"O primeiro passo nesse processo este bem encaminhado. O Projeto de Lei do deputado Marcius Machado já foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) e aguarda tramitação na Comissão de Turismo e Meio Ambiente. Depois da aprovação vamos intensificar o projeto e a busca pelos recursos para implantarmos esse ícone do nosso turismo", explicou o vice-prefeito Leonardo Garcia Heinzen.

Os sítios arqueológicos de São José do Cerrito, são atribuídas ao povoamento Jê Meridional ou, mais especificamente, aos grupos Kaingang e Xokleng. São chamadas subterrâneas porque as edificações eram montadas a partir de escavações ficando para fora só o telhado com cobertura de palhas e vegetais.

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